sábado, 11 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Rio,
Curto, curvo em curva
Tripa marrom por entre suas margens verdes
Leva apenas solidão em profusão para o colchão do oceano
Rio ri,
Curto, curva encurvada
Encravada na areia por sobre a floresta, a terra
Rio osso,
Esqueleto da água terrana
Trama embrenhada por entre árvores
Misturada por caminhos;
Afivelado, despregado do submundo das algas e dos peixes.
Vai, vai abraçar aquele que te espera,
Sem inveja, sem audácia,
Vai, vai salgar aquilo que te é doce.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
“Qualquer coisa que se sinta, tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva” - Arnaldo Antunes e Alice Ruiz
Qualquer, qualquer coisa, coisa que faça passar o tempo, ponto de fuga, ponto de começo, ponto do início. Qualquer sorriso, qualquer entrada, qualquer lugar que me faça entrar, qualquer coisa, coisa que me faça horizonte, qualquer. Qualquer coisa que me apresente, represente, presenteie, dê-me como presente, sentimento, vida, gostar. Lapso qualquer, qualquer curva, qualquer coisa, coisa sem reta, qualquer anormalidade, coisa não fútil. Qualquer som, voz, qualquer música. Qualquer coisa não fixa. Coisa de olhar e apreciar, qualquer tempo, qualquer final de ponto. Ou, coisa qualquer sem final. Qualquer batimento, sortimento e acabamento. Qualquer fotografia, qualquer saudade. Qualquer buraco, qualquer. Qualquer dia, noite. Qualquer noite, qualquer praia, qualquer lua. Qualquer cheiro, qualquer gosto. Qualquer imagem, foto, qualquer coisa preta e branca. Qualquer coisa de alguém. Qualquer fala, qualquer. Poesia qualquer, verso qualquer que verse coisa.
Qualquer coisa de mim, coisa que me faça eu.