Terça-feira, 14 de Julho de 2009


Quando há pulsação
Não existe entendimento
Não se descreve em palavra
Nem verso
Não é possível tê-lo nas maõs


"Meu coração vagabundo
quer guardar o mundo em mim" - Caê

Sábado, 11 de Julho de 2009

Disponho de gozo

Coço o osso

Desperto as flores vermelhas do caminho onde piso

Ouço o silêncio das outras folhas ao redor

Passo o descompasso

Dos meus pés

Ao tocarem o chão

E faço-os ossos doloridos

Que falam e expressam

Sentimentos ininteligíveis

Gozo o que disponho

Já nascem folhas verdes em meio às pétalas vermelhas

Essas que caem para os passos passados.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Sinto fome de saudade

Sentimento pairado pela chuva

Que cai como sonânbulos pingos

Tentando explicar o corpo imóvel

Inerente, inerte

Perante tantos outros avassaladores

Que desestabilizam o momento

Em que sinto

Que sinto saudade da fome

Da sua ausência.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Mar, mar, vasto é o mar
E imenso é o ar sobre o andar das ondas do mar
Se eu não soubesse o que é amar
Voaria pairando o mar
Para impor a forma de amar
Ao meu coração ignorado na imensidão do amar

Vasto é o mar
De quem ama o mar, o ar
Vasto é o mar
De quem a amar tenta afugentar
A solidão de quem não sabe amar

Vasto, vasto
Só pra quem sabe amar.


Replay

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Bastam-me somente o seu olhar

E o silêncio.

Mas quando o seu sorriso

Entra em acordo com o meu pensamento

Já me perco, esqueço do mundo

Esqueço das pessoas em volta.

Podem as ruas mudarem de nome

As pessoas mudarem de cara,

Ficarei com o seu sorrioso

No meu olhar silencioso.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009


Hoje Chico Buarque faz 65 anos. Ele é o cara. O cara que me fez gostar de poesia, que me fez inspirar horas, noites, deitar e ouvir música a todo momento. Daqui a alguns dias terei um encontro com esse mestre, tenho certeza que apenas direi "obrigado" pelo autógrafo que dará em seu livro pra mim, mas já é o bastante. Salve Francisco sempre!

"Dois Irmãos, quando vai alta a madrugada
E a teus pés vão-se encostar os instrumentos
Aprendi a respeitar tua prumada
E desconfiar do teu silêncio

Penso ouvir a pulsação atravessada
Do que foi e o que será noutra existência
É assim como se a rocha dilatada
Fosse uma concentração de tempos

É assim como se o ritmo do nada
Fosse, sim, todos os ritmos por dentro
Ou, então, como uma música parada
Sobre uma montanha em movimento"

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009


... e restam-me versos para declarar um amor... e sobram-me fagulhas para sentir saudades
já não me apeteço pelas coisas normais
já me fazem enchergar as anormais

aquela mornidade e longevidade da vida
quiça eterna
outrora bagunçada

sinto o cheiro
aquele perfume de rosas bastardas
por vezes cítrico
por hora esgotado pelo suor.

é... restam-me as saudades... sobra-me o amor para declarar em versos...
(inacabado) como o amor.