segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Rio,

Curto, curvo em curva

Tripa marrom por entre suas margens verdes

Leva apenas solidão em profusão para o colchão do oceano

Rio ri,

Curto, curva encurvada

Encravada na areia por sobre a floresta, a terra

Rio osso,

Esqueleto da água terrana

Trama embrenhada por entre árvores

Misturada por caminhos;

Afivelado, despregado do submundo das algas e dos peixes.

Vai, vai abraçar aquele que te espera,

Sem inveja, sem audácia,

Vai, vai salgar aquilo que te é doce.

2 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

a água doce do rio com a salgada do mar, a fecundação metaforizada de modo original. gostei.

JURA disse...

belo poema
abraços