domingo, 20 de fevereiro de 2011

Felicidade ao vento (uma história de amor-clichê)

Quando ele chegou de frente ao mar lá estava ela deitada na areia, sozinha e sentindo, de olhos fechados, a presença do sol. As pernas longas, o corpo modelado e moreno, os cabelos esvoaçados pelo vento. Ele pensou em todo o clichê mundano do “amor à primeira vista”, mas ficar observando-a era apenas uma questão de estar, de tempo, de felicidade. Mesmo apreensivo resolveu chegar mais perto dela. Ao se aproximar conseguiu ouvir o som exalado pelo calor do sol e ver a água do mar que quase chegava a aqueles pés:

- Parece loucura, mas sua beleza é maior que toda esta praia.

Ela com medo, a princípio não respondeu, apenas sorriu.

- Parece loucura, novamente, mas é apenas o que gostaria de dizer.

Levantou-se e foi caminhando de volta para a saída da praia, andava de costas para o adeus ser desfechado pela minimização daquela mulher.

Ela foi embora com aquele homem e seu elogio no pensamento, talvez com um arrependimento de não ter pronunciado nenhuma palavra.

Melhor sentir e viver pra depois só dançar com as imagens na memória e ter uma história pra contar num domingo qualquer.

3 comentários:

JURA disse...

belo texto!!!

Sarinha disse...

Lindo...
Triste ao meu ponto de vista
Mas lindo ainda assim..

Elaine disse...

Poemas são meu ponto fraco, não sei escrever em verso! Mas...vc manda muito bem, especialmente no dia 22-01! Te encontrei pelo twitter da Ivana, valeu a pena!