domingo, 22 de junho de 2008

Pisava nas folhas secas caídas naquele descampado verde do lugar mais distante imaginário da sua vida. Ventava frio, e o sol brilhava, com pouca intensidade para manter aquecido aquele corpo que caminhava. Externava sua felicidade para o nada, mas o ideal era pra ele mesmo. Quanto mais andava mais parecia que estava à volta de um círculo, saia do nada para entrar no outro lado do nada. Não havia nada ao seu redor, este silencioso e austero. Impunha sobre ele o não limite da vida. Sons de guitarras iniciaram a distorção do silêncio daquele momento. Construía, deste modo, uma melodia. Continuava passando, pisando e despedaçando as secas folhas. Cansado, parou. Deitou na grama e com algumas folhas fez uma pequena elevação para descansar a cabeça. Deparou-se com o céu. E assim ficou até tudo escurecer e o horizonte se abrir em luz.

4 comentários:

Patrícia Lage disse...

Por isso que o que mais sinto falta em minha casa é um espaço grande de grama.
O som da guitarra eu deixo pro solo em 'Given to Fly'.
:)
O texto tá lindão.
beijo-beijo.

Patrícia Lage disse...

liiiiiiiiiiiinda cara nova de blog!

;)
beijo.

Anônimo disse...

quando piso em folhas secas, caídas de uma mangueira
ce tá o mestre das felizes citações, ótimo texto esse seu

jura

F. disse...

sua última frase me fez sorrir...

Beijo, querido.