terça-feira, 29 de setembro de 2009

Salve a minha partida

O meu partido

A fruta partida que pegarei do pé.

Salve o samba que me acompanhará na andança,

O rio da minha vida

Desaguando pela respiração.

Salve a fé, que às vezes, não tenho

Salve salve a minha Rainha

Que chegarei à sua frente

Ajoelharei e buscarei sua benção.

Salve o vento que repousará sobre os meus braços.

Salve salve minha Rainha.

Salve a mim neste momento de repousar.

Oxalá em minha paz.

4 comentários:

Katrina disse...

Sabe que me lembrou Vinicius de Moraes, num naqueles afro-sambas dele?

Gostei, e muito

Pitango disse...

Eu adorei esse jogo de palavras.
Abção
Pitango

Anônimo disse...

Salve Rainha, mãe de misericódia pra esses versos lindos

JURA

Maria Andrade Vieira disse...

você tem um tratado com o Futuro, já percebeu? pura fé de poeta que olha a banda passar, da janela, e acredita que amanhã será coro da banda. faz um contraponto com o hoje, que é fé, e o amanhã, realização. não é o primeiro poema seu com essas características, acho que você já está construindo um estilo próprio, e isso é muito legal pra quem escreve e pra quem lê. Constrói-se, assim, uma coisa chamada Relacionamento, o pagamento do poeta.
beijos e parabéns, não só por este, mas pelo conjunto da obra que você está construindo.