quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Da janela do lugar onde estou sentado, passa a vida. Passa a árvore que esconde o canto de um pássaro. Não passa o bom senso, nem as coisas fúteis. Não passa o passado, só passa o futuro. No lugar onde estou sentado, vejo pela janela o sol e há dias não vejo a chuva. Há dias o ar está seco. Há dias o mar está só. Sim, porque na janela onde eu vejo o mar, não há barcos nem pescadores. Só há um peixe lá no meio do oceano. Eu ando pelo mundo da janela do lugar onde estou sentado. Vejo as palhaçadas dos meus amigos, vejo o sorriso de um palhaço. Vejo a alegria, a tristeza e a preocupação dos mais comuns e estranhos seres. Ouço a música que me faz ter inspiração. Sinto o cheiro que me traz calma e também inspiração. Imagino a árvore conversando com o pássaro, e os dois contando os causos sobre a vida das pedras. Isso me faz lembrar, olhando pela janela do lugar onde eu estou, Manoel de Barros. O som que o vento faz as folhas da árvore cantarem, me interessam até o ponto de me levar pra lugares mais distantes. Até o lugar onde eu possa ser feliz. É. No lugar onde estou sentado, há uma janela que passa a vida.

Um comentário:

eupatriciamesmo disse...

'pela janela do quarto
pela janela do carrro
pela tela
pela janela...'

essas coisas...
enfim.

beijos!!!